sábado, 2 de março de 2013

O Pacote Expiatório

Durante dois anos eu estudei esse livro que recomendo a todas as mulheres, hoje volto com vocês a postar os textos que leio, terminando o livro e postando o trecho que pra mim dará força a todas as mulheres a vencer e se sentirem guerreiras em vez de perdidas, tristes ou lamentantes. Somos sobreviventes das maselas que nos ocorreram, e devemos ter orgulho de ainda nos manter fortes e poderosas! (ass: ludmilla mattos p. de souza)
Com vocês trecho do livro : MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS DE CLARISSA PINKOLA, CAP13" MARCAS DE COMBATE: A PARTICIPAÇÃO NO CLÃ DAS CICATRIZES".
 
Às vezes no meu trabalho com mulheres mostro-lhes como fazer um capote expiatório longo, de tecido ou de algum outro material. Um capote expiatório é um casaco que descreve em detalhes, pintados ou escritos e com todo tipo de coisas costuradas ou pregadas nele, os insultos que a mulher sofreu na sua vida, todas as ofensas, calúnias, traumas, feridas, cicatrizes. É a sua afirmação da experiência da mulher de ser transformada em bode expiatório. Às vezes demoramos apenas um dia, ou dois para fazer um casaco desses; outras vezes demoramos meses. Ele é de extrema utilidade para a descrição de todas as mágoas, baques e golpes da vida da mulher.
À princípio, fiz um capote expiatório para mim mesma. Ele logo ficou tão pesado que precisou de um cortejo de musas para carregar a cauda. À minha intenção era a de fazer esse casaco e mais tarde, depois de ter posto todo esse lixo psíquico num único objeto psíquico, eu poderia dispersar uma parte da minha antiga fragilidade ao incinerá-lo. O que aconteceu, porém, foi que pendurei o casaco no teto do corredor e cada vez que passava por ele, em vez de me sentir mal, me sentia bem. Descobri que admirava os ovarios da mulher que podia usar um casaco daqueles e ainda estar andando inabalável, cantando, criando e abanando o rabo.
Descobri que isso também se aplicava às mulheres com que eu trabalhava. Elas nunca queriam destruir seus capotes expiatórios depois de prontos. Elas queriam guardá-los para sempre, quanto mais repulsivos e sangrentos, melhor. Às vezes, também os chamamos de mantos de combate pois eles são prova da resistência, das derrotas e das vitórias das mulheres como indivíduos e das suas parentas.
É também uma boa idéia que as mulheres contassem sua idade não pelos anos mas pelas marcas de combate. "Qual é a sua idade?" perguntam-me às vezes. "Tenho dezessete marcas de combate", respondo. Geralmente as pessoas não se retraem, mas começam alegremente a medir sua idade pelas marcas de combate.
Como o povo lakota pintava hieróglifos em peles de animais para registrar os acontecimentos do inverno, e os povoai náuatle, maia e egípcio possuíam seus códices de registro dos grandes eventos da tribo, das guerras, das vitórias, as mulheres têm seus capotes expiatórios, seus mantos de combate. Fico me perguntando o que nossas netas e bisnetas irão pensar das nossas vidas assim registradas. Espero que tudo isso precise ser explicado a elas.
Que não reste nenhuma dúvida a respeito, pois você o conquistou com as difíceis opções da sua vida. Se alguém lhe perguntar sua nacionalidade, sua origem étnica ou sua linhagem, dê um sorriso enigmático.
Responda: "Clã das Cicatrizes".
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

ANTIGAS RELIGIÕES


RELIGIÕES ANTIGAS
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Quase todos os povos da Antiguidade desenvolvem religiões politeístas.Os seus deuses podem ter diferentes nomes, funções ou grau de importância ao longo dos tempos. Em geral, as mudanças nos panteões de deuses reflectem movimentos internos dos povos antigos, processos migratórios, conquistas e miscigenações.


Religiões do Egipto
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Até a unificação dos povos do vale do rio Nilo e o surgimento das dinastias dos faraós (3.000 a.C.), existem no Egipto vários grupos autónomos, com os seus próprios deuses e cultos. Durante o período dinástico (até 332 a.C.) os egípcios são politeístas. Os faraós são considerados personificações de deuses e os sacerdotes constituem uma casta culta e de grande poder político. O monoteísmo acontece apenas durante o reinado do faraó Amenofis IV, que muda o seu nome para Akenaton, em homenagem ao deus-sol. As pirâmides e os templos são alguns dos registos da religiosidade do povo egípcio, da multiplicidade de seus deuses e do esplendor de seus cultos.



Divindades egípcias - A principal divindade é o deus-sol (Rá). Ele tem vários nomes e é representado por diferentes símbolos: Atom, o disco solar; Horus, o Sol nascente. Os antigos deuses locais permanecem, mas em segundo plano, e as diferentes cidades mantêm as suas divindades protectoras. Várias divindades egípcias são simbolizadas por animais: Anúbis, deus dos mortos, é o chacal; Hator, deusa do amor e da alegria, é a vaca; Khnum, deus das fontes do Nilo, é o carneiro e Sekmet, deusa da violência e das epidemias, é a leoa. Nas últimas dinastias difunde-se o culto a Ísis, deusa da fecundidade da natureza, e Osíris, deus da agricultura, que ensina as leis aos homens.


Religiões da Mesopotâmia
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A Mesopotâmia é a região delimitada pelos vales férteis dos rios Tigre e Eufrates (actual sul da Turquia, Síria e Iraque). Ali surgem povos e civilizações tão antigas como a do Egipto: os sumérios e os semitas, estes divididos em acádios, assírios e babilónios. Os sumérios são os primeiros a inventar a escrita - os caracteres cuneiformes. Descobertas arqueológicas e a decifração da escrita cuneiforme têm revelado as tradições culturais e religiosas desses povos. Entre os documentos decifrados destacam-se alguns anteriores ao século XV a.C.: o código de Hamurabi, com as leis que regem a vida e propriedade dos súbditos do imperador Hamurabi (1.728 a.C.?-1.686 a.C.?); Enuma elis, poema babilónico da criação, e a Epopéia de Gilgamesh, relato da vida do lendário soberano de Uruk, cidade suméria nas margens do rio Eufrates.

Deuses sumérios - Os primitivos deuses sumérios são Anou ou An, deus-céu; Enki ou Ea, que ora aparece como deus-terra, ora como deus-água; Enlil, deus do vento e, mais tarde, deus da terra; Nin-ur-sag, também chamada de Nin-mah ou Aruru, a senhora da montanha. A hierarquia entre esses deuses muda com o tempo. No início da civilização suméria, Anou ocupa a principal posição. Depois, o deus supremo passa a ser Enlil, considerado o regente da natureza, o senhor do destino e do poder dos reis.

Deuses da Babilónia - Os semitas (babilónios e assírios) incorporam os deuses sumérios, trocam os seus nomes e alteram a sua hierarquia. Anou, Enki e Enlil (chamado de Bel) permanecem como deuses principais até o reinado de Hamurabi. Eles veneram Sin, o deus-lua, e Ishtar ou Astarté, deusa do dia e da noite, do amor e da guerra. No reinado de Hamurabi, o deus supremo passa a ser Marduk, o mesmo Enlil dos sumérios e Bel dos primeiros babilónios, porém mais poderoso. Chamado de pai dos deuses ou criador, Marduk sobrevive com o nome de Assur, deus supremo da Assíria, quando esse povo domina a Mesopotâmia.

Cultos e rituais da Mesopotâmia - A relação com os deuses é marcada pela total submissão às suas vontades e pelo sentimento de impureza, expresso nos salmos de penitência para implorar o perdão. Os deuses manifestam as suas vontades através de sonhos e oráculos. Os antigos sumérios procuram obter as graças divinas por meio de sacrifícios regulares e oferendas. Cada deus tem uma festa especial. Os sumérios acreditam na vida após a morte, mas a alma não passa de uma sombra que habita as trevas de Kur, espécie de inferno.


Religião grega
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A Grécia antiga compreende o sul da península balcânica, a costa oeste da Ásia Menor (actual Turquia), as ilhas do mar Jónico e do mar Egeu e as regiões sudoeste e sul da península itálica (Magna Grécia). Durante o reinado de Alexandre, o Grande, incorpora também o norte do Egipto. Os povos helénicos estabelecem-se em ondas sucessivas nessas regiões, assimilam e reelaboram a cultura local. As divindades evoluem com o tempo e assumem diferentes significados. Embora exista um panteão de deuses comum a todos os gregos, cada cidade-estado tem seu próprio deus protector, com seus cultos, rituais e festas específicos.



Deuses gregos - Os deuses gregos representam forças e fenómenos da natureza e também impulsos e paixões humanas. Moram no Monte Olimpo e de lá controlam tudo o que se passa entre os mortais. O panteão grego inclui semideuses, heróis e inúmeras entidades, como os sátiros e ninfas, espíritos dos bosques, das águas ou das flores.

Deuses olímpicos - O principal deus grego é Zeus, o pai e rei dos deuses e dos homens. Cultuado em toda a Grécia, é o guardião da ordem e dos juramentos, senhor dos raios e dos fenómenos atmosféricos. Hera, irmã e esposa de Zeus, preside os casamentos, os partos, protege a família e as mulheres. Atena, ou Palas Atena, nasce da cabeça de Zeus, já completamente armada. É a deusa da inteligência, das artes, da indústria e da guerra organizada. Apolo, filho de Zeus e da deusa Leto, é o deus da luz da juventude, da música, das artes, da adivinhação e da medicina. Dirige o "carro do Sol" e preside os oráculos. Artemis, irmã gêmea de Apolo, é a deusa-virgem, símbolo da vida livre, das florestas e da caça. Afrodite, deusa da beleza, do amor e da volúpia sexual, é casada com Hefestos ou Hefaísto, filho de Zeus e de Hera, feio e disforme, protector dos ferreiros e dos ofícios m anuais. Hares (Ares), filho de Zeus e Hera, é o deus da guerra violenta. Poseidon ou Posídeon, irmão de Zeus, é o deus do mar. Hades, irmão de Zeus, governa a vida após a morte e a região das trevas - espécie de inferno grego. Deméter é a deusa da agricultura. Dionísio, deus da videira e do vinho. Hermes, filho de Zeus e da ninfa Maia, é o mensageiro dos deuses, protector dos pastores, dos negociantes, dos ladrões e inspirador da eloquência.

Cultos e rituais gregos - A religiosidade grega não se expressa através de textos sagrados. Os deuses estão presentes em todos os aspectos da vida quotidiana, e são reverenciados por um conjunto de práticas e rituais realizados em bosques sagrados, templos ou cumes de montanhas. Os sacerdotes consagram a vida ao culto de um deus específico e, nos templos, presidem sacrifícios, transmitem e interpretam oráculos.

Festas e santuários gregos - Os principais santuários do mundo grego são Delos e Delfos, em homenagem a Apolo; Olímpia, a Zeus; Epidauro, a Asclépio; Elêusis, a Deméter. Cada cidade grega tem sua própria festa em homenagem ao deus protector. As mais importantes são a Panatenéia, em honra de Atena; as Olimpíadas, celebradas a cada quatro anos em Olímpia, com a organização de jogos em homenagem a Zeus; e as Dionísias, grande festa popular que inclui representações dramáticas, em homenagem a Dionísio, celebrada em Atenas e também em áreas camponesas.


Religiões de Roma
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A primitiva religião dos romanos é formada pela fusão das tradições dos povos etruscos e itálicos, antigos habitantes da península itálica. Tem acentuado carácter doméstico, expresso nas divindades protectoras da família (Lares), nas preces e oferendas rituais quotidianas, nos sacrifícios propiciatórios pela paz, para pedir bom tempo ou boas colheitas, e no culto aos mortos. Prestam culto a inúmeras divindades menores (Numes), relacionadas com elementos naturais e com aspectos da vida humana. Com a expansão da República e do Império, os romanos incorporam tradições religiosas de povos conquistados, principalmente dos gregos. A religião e cultos domésticos permanecem ao lado de uma sofisticada religião oficial, que inclui até os imperadores no panteão dos deuses.

Primeiros deuses romanos - Entre os deuses primitivos destacam-se Janus, que durante muito tempo reina sobre os demais deuses; Juno, protectora dos casamentos, das mulheres e dos partos; Júpiter, deus da claridade e dos fenómenos atmosféricos; Deméter, deusa da agricultura e da fertilidade; Marte, considerado o "pai dos romanos", senhor da guerra e das actividades humanas essenciais; e Quirino, antigo deus da agricultura, muitas vezes associado a Marte.

Deuses da República e do Império - Durante a República, o panteão romano passa a ser dominado por uma tríade divina - Júpiter, Juno e Minerva - e começa a incorporação dos deuses gregos: Júpiter é Zeus, Juno é Hera, Minerva é Atena, Apolo transforma-se em Helius e sua irmã, Artemis, em Diana, a caçadora. Hermes, o mensageiro dos deuses gregos, é o Mercúrio romano. Poseidon, deus grego do mar, é assimilado como Neptuno, seu irmão Hades é Plutão, e Cronos, deus primitivo grego, pai de Zeus, Neptuno e Plutão, é associado à Saturno, também um antigo deus romano.

Cultos romanos - Na Roma primitiva os sacerdotes são pouco numerosos e os mais importantes são os dedicados ao culto de Janus. Os cultos são realizados não só em templos, como também nas próprias casas. Orações, sacrifícios e promessas compõem os rituais. Aos poucos, os sacerdotes ampliam seu poder político a ponto de confundirem-se com o Estado. Na República, o colégio dos pontífices já regula completamente a vida religiosa e, na época do Império, o cargo de pontífice máximo é disputado pelo próprio imperador.


Religiões do Irão antigo
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A mais antiga civilização da região do antigo Irão, ao norte da Mesopotâmia, data do século XX a.C. Apesar de sucessivas ocupações pelos povos medas e persas, uma certa homogeneidade cultural é preservada até a invasão muçulmana, no século VII da era cristã. A religião dos antigos iranianos está registrada nos Avestas, conjunto de textos sagrados escritos a partir do século VI a.C.

Masdeísmo
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Religião naturalista e dualista, centrada no culto a Ahura-Mazda, deus da luz e criador do universo, que se opõem a Angra-Mainyu ou Ahrimanunha, senhor do reino das trevas. Ahura-Mazda comanda as divindades luminosas e benévolas, como Mithra, deus-pastor, protector das chuvas, mais tarde associado ao Sol, e Anahita, deusa das fontes e da fecundidade. Mais tarde, com o zoroastrismo, Ahura-Mazda é elevado a deus único.

Zoroastrismo - Religião centrada na pureza de coração e na prática das virtudes. Boas palavras, bons pensamentos e boas acções abririam o caminho para o paraíso, onde o bem suplantaria definitivamente o mal. Sua doutrina é registrada por seus discípulos nos Avestas, textos sagrados escritos a partir do século VI a.C.

Zoroastro - Ou Zaratustra, profeta e reformador religioso e social do século VI a.C. Aos 40 anos começa a pregar a existência de um deus único e a prática da virtude. Converte o rei meda Histaspes (ou Vishtaspa), pai do imperador Dario, e conquista grande influência. Realiza uma reforma religiosa: as divindades secundárias são excluídas e Mazda, um deus bom e sábio, passa à categoria de deus único.

Zoroastrismo actual - O zoroastrismo sobrevive até hoje em populações do interior do Irão e na religião dos Parsis, grupo que foge da antiga Pérsia para a Índia após a invasão muçulmana. A comunidade parsis, instalada na região de Bombaim, reúne cerca de 100 mil pessoas. Veneram o fogo, praticam longas abluções (lavagens) e purificações à beira-mar e preservam o ritual de deixar os mortos sobre os lugares altos, chamados de torres do silêncio.

Cultos masdeístas - A terra, o fogo e as águas são sagrados. Para não poluí-las, os masdeístas não enterram seus mortos, considerados impuros. Os cadáveres são deixados em torres para serem devorados por aves de rapina.

Fonte: http://www.prof2000.pt/

segunda-feira, 15 de março de 2010

alkimia


poema de
Dalva Agne Lynch:


atenção, meu amor, que vou contar-te uma segredo
Tão antigo quanto a Terra em que pisamos e que floresce
E floresce em segredo, escondida na mesma Terra
Em que pisamos. Presta atenção, meu amor, ao segredo
Da chuva que se forma nos céus, e cai sobre a Terra
E a fertiliza. A Terra é o útero da vida, meu amor
Onde o Deus Sol esconde a semente de vida das plantas.
Estás escutando, meu amor? É segredo.
Há quem contamine a Terra para que não floresça
E que contamine os céus para que não envie a chuva.
Por isto é segredo, meu amor, a ser sussurrado
A ser guardado, a ser passado de ouvido a ouvido
De coração a coração, para que não pereça
Não esmoreça sobre a Terra Mãe que protegemos
Sobre a qual gememos em temor que se revele
O segredo tão antigo quanto ela, onde pisamos.
É segredo, meu amor. Segredo como a planta nasce
Da semente escondida sob a Terra. Segredo do homem
Que se forma de maneira incompreensível, indiscernível
Dentro do ventre materno, escondido, secreto.
Segredo é a formação do fogo. A constituição da água.
A fórmula que faz com que o ouro seja mais brilhante
Do que o carvão da Terra, de onde ambos saem
Assim como as plantas, o ferro, os rubis, a prata.
Tudo isto é segredo, meu amor. Não contes.
Mas o mundo gira, meu amor. O mundo roda em espiral
E de repente o homem crescendo no ventre materno
E a semente crescendo no ventre da Terra Mãe
Deixaram de ser segredo. A fórmula de todas as coisas
É res dominium omni, e o segredo, meu amor,
Se foi com o vento que sopra agora sobre os edifícios
Sobre homens e plantas produzidos em laboratórios
Sobre ovelhas clonadas, perfeitos golems científicos.
O segredo, meu amor, da Terra Mãe e do Deus Sol
Das lágrimas da chuva alimentando vida e morte
Não mais existe para que o guardemos, e o sussurremos
E dancemos em círculos em seu louvor.
Mas não importa. Fecha os olhos e vem, meu amor,
Que vou contar-te o verdadeiro segredo.
É mais antigo do que os edifícios que nos cercam
E do que os homens e as plantas produzidos em laboratórios
E do que as ovelhas clonadas como golems científicos.
Vou contar-te o segredo de como o amor nasce
E nasce escondido na Terra fértil do coração dos homens
Incompreensível, incomensurável, secreto.
Estás escutando, meu amor? É segredo.
Há quem contamine os corações, para que não floresçam
E que contamine os corpos, para que não estendam a mão.
Por isto é segredo, meu amor, a ser sussurrado
A ser guardado, a ser passado de ouvido a ouvido
De coração a coração, para que não pereça
Não esmoreça sobre a Terra Mãe que protegemos
Sobre a qual gememos em temor que se revele
O segredo tão antigo quanto ela, onde pisamos.
que gera a vida
Além de toda possibilidade de conhecimento
Além de toda razão especulada pelo homem
Além do poder de toda razão especulada pelo homem
Além do poder de toda sua mágica.

Esse é o segredo, meu amor.

A energia por detrás de tudo

A força dentro do teu peito

O gesto na palma de tua mão.

Venha, meu amor.

Vou ensinar-te

O segredo.




Dalva Agne Lynch

sexta-feira, 12 de março de 2010

MABON


Sobre Mabom
Em mabom dia e noites são iguais ainda exalando o equilibrio do encontro entre o Deus e a Deusa.Ela está gravida, e Embora empregnada pelo sol ela sabe que, as sombras já começam a querer dominar o dia e o sol está prestes á declinar. O Deus começa a se preparar para a longa viagem que fará ao submundo, viagem esta que fecundará a Terra, e a fertilizará com a sua morte (Samhain)

Mabom é um momento de agradecer, sentarmos com nossos irmãos e relembrarmos as lutas trazidas pelo inverno que passou, o aprendizado vindo com a primavera, e as bençãos que vieram com o verão e suas colheitas. Neste momento a natureza se prepara para se reciclar , lançando sobre o chão as suas folhas, para dar á terra o alimento necessário para que esta se recomponha para o proximo plantio.

O que mais me chama atenção em Mabom, não é o fato de que esta seja a segunda, e maior colheita da roda do ano.O ponto alto, é que em Mabom, de posse de uma maravilhosa colheita, e da experiencia adiqirida durante toda a roda que passou, temos a oportunidade de escolhermos os frutos que queremos plantar ( e por conseguinte, colher)na nosa proxima roda.Isso significa dizer que, em Mabom definimos o que queremos pro proximo ano, fazemos planos, instituímos metas, e temos poder para fazer a egregora mágica girar á favor destas metas.

Assim sendo, para aqueles que desejam ter uma magnifica proxima roda, reflitam sobre seus sonhos tracem as estratégias necessárias para que a sua proxima colheita seja farta, em fim, separem de suas vidas as primeiras e melhores sementes e fecundem com elas a terra de seus sonhos, seu ventre e a terra que vc pisa.Afinal dela viemos e para ela retornaremos.


Correspondência de Mabon

Cores: marrom, verde, amarelo, vermelho.

Nome alternativos: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita.

Deuses: do vinho e colheita. (para mim, uma sacerdotisa voltada á suméria - Ninlil, a face clara de Ereshkigal, Inanna e Tamuz, seu esposo)

Ervas: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, frankincenso, rosa, agridoce, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã.

Pedras: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina.

Para Celebrar Mabom.

Celebrar o Equinócio de Outono, não exige muito, como qualquer outro sabbat, deve ser comemorado com muita alegria, pois todos os rituais de amor e prazer são também os rituais que honram a Deusa.Contudo Mabom é um sabbat de fartura, de contemplação, de felicidade.Experimente presentear-se com um brinde magnífico e uma super refeição repleta de antico, de magia. sinta os sabores do que come, do que bebe, diferencie-os em sua mente enquanto come, agradecendo á grande mãe pela oportunidade, e pela maravilhosa colheita.

Se você participa de um coven ou círculo, reuna-se aos seus, (saudades do CAI ahhhhhhhhhh) e comemore a dádiva de estarem juntos,e juntos unam suas energias em virtude dos planos de crescimento individuais e coletivos (do coven).

Pra quem não tem a oportunidade de estar com seu coven (como eu :( por ex) ou nao tem um circulo/coven com amigos de jornada, vale tudo: uma vasilha com pipocas e bacon bem fritinho, um jantar maravilhoso na beira da praia, acompanhado de um bom vinho, meditar, estar com os deuses, honra-los com sua alegria e gratidão, estar com pessoas queridas e rir, rir muito, além é claro de "tricotar" seus pedidos para a roda seguinte.

Se gosta de trabalhos manuais, toda a espécie de mandalas, amuletos, bordados (quem gosta de magia do tipo "fiandeira"- ponto cruz, bordado manual e etc) e trabalhos com runas é uma otima pedida, isto é por que este tipo de trabalhos fixam no subconsciente as sementes que selecionamos para a proxima roda. Experimente fazê-lo mentalizando suas metas e as estratégias que traçou para si mesmo.

Não se sinta mal se não puder fazer um super mega ultra power ritual. O que importa é sempre a sua intenção e a força mental que será a base do mais simples dos rituais: o seu riso e o seu sentimento de gratidão aos Deuses.


Gratos somos á Senhora da abundância e ao Deus da colheita.
Abençoadas sejam as nossas colheitas, abençoados sejam os nossos caminhos!!!!!!!


Mabom – A Segunda Colheita

Por volta de 21 de março no hemisfério Sul

&

Por volta de 22 de setembro no hemisfério Norte



Mabom é o segundo dos três Sabbats da colheita.

A Deusa está agora fortemente impregnada pela energia do Sol, que a cada dia parte mais rápido para o País do Verão. Conforme o poder dele diminui, a Deusa lamenta sua partida, mas Ela sabe que o poder do Deus retornará à Terra em Yule. A Deusa e o Deus são honrados através de novas oferendas da segunda colheita. É o momento de agradecer pelas abundantes colheitas e o maravilhoso ano de aprendizado e lições oferecidas.

Mabom ocorre por volta de 22 de setembro no hemisfério Norte e 21 de março no hemisfério Sul. Nesse momento dia e noite são iguais. É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat, e a contemplação da colheita. É o momento de agradecer pelas abundantes colheitas e o maravilhoso ano de aprendizado e lições oferecidas.

Mabom ocorre por volta de 22 de setembro no hemisfério Norte e 21 de março no hemisfério Sul. Nesse momento dia e noite são iguais. É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat, e contemplação da colheita.

Nesse Sabbat a Deusa lamenta o seu consorte que está partindo para Outro Mundo, mas a mensagem de renascimento pode ser encontrada em cada semente colhida, que é o próprio Deus que se sacrifica para alimentar seu povo. É um tempo positivo para caminhar nas florestas, colher plantas e ervas mágicas para serem usadas no Altar. Pão de milho e cidra são bons elementos para fazer parte dos rituais e folhas de outono são ótima decoração para o Altar.

Os Druidas honravam o salgueiro nesse Sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte, e cortavam seus bastões do salgueiro somente após Mabon. Entrando em seu aspecto de Anciã; entretanto, seu aspecto de Virgem esstá impregnado nas sementes do Deus.

Muitas festas que celebram a colheita ocorrem em países rurais; o Dia da Ação de Graças é um deles. As plantas, árvores, flores e ervas que estão associadas com mabon são a aveleira, o milho, o álamo, bolotas, galhos de carvalho, folhas de outono, ramos de trigo, cones de cipreste, cones de pinheiro.

Mabon é um período positivo para honrar os Ancestrais e o Espírito da Terra.

Os Deuses associados com Mabon são todos aqueles relacionados ao vinho e às colheitas. É dada muita ênfase à Deusa em seu aspecto de Mãe e muitas vezes Modron (a mãe de Mabon) é honrada.

Nesse período da Roda do Ano, duas lendas mitológicas são apropriadas: Mabon e Modron (celta) e a história de Perséfone (grega).

Mabom é um antigo Deus celta que simboliza os princípios masculinos da fertilidade. É o nome galês do Deus da mocidade, a Divina Criança, que os Druidas acreditavam estar dentro de todos nós. Ele é uma criança do Outro Mundo, nascida de pais terrestres, que desapareceu em sua terceira noite de vida.

Mabon ap Modron significa “Filho da Grande Mãe”. No Equinócio de Outono, marca-se o tempo de sua mudança. Nesse momento Magons desaparece, com apenas três noites de nascimento. Ele vai morar novamente no mundo mágico de Modron, o seu ventre. Esse é um lugar nutridor e encantado, mas ao mesmo tempo de desafios. É um lugar de poder e renovação para que Mabon possa nascer através de sua mãe como campeão, o filho da Luz. Esse Sabbat simboliza a luz de Mabon entrando na Terra (ventre da Deusa), recarregando-se para tornar-se uma nova semente. Seu desaparecimento é um mistério, mas Mabon é eventualmente resgatado, no Solstício de Inverno, graças ao conhecimento de alguns animais: o pássaro negro, o veado, a coruja, o bisão e o salmão.

Essa é a essência do Sabbat Mabon: o rejuvenescimento para uma colheita farta, agradecendo aos Deuses pelas dádivas concedidas durante o ano e o conhecimento da necessidade do balanceamento entre a luz e as sombras.

O Equinócio de Outono é o momento em que dia e noite têm igual duração; logo depois dele a escuridão dominará com a chegada do Inverno. Enquanto o Equinócio de Primavera, outro momento de equilíbrio na Roda, representa iniciação e preparação para ação, o Equinócio de Outono é tempo de parada do trabalho. A colheita foi bem-sucedida, mas o Sol ainda está conosco.

Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna, para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno sempre é seguido pelo Verão. A Deusa está grávida do Deus que nascerá em Yule, a noite mais longa. Ela se prepara para dizer adeus ao Deus velho, mas sabe que a semente do Deus novo já está dentro dela, em seu ventre.

Os temas desse Sabbat são equilíbrio e ação de graças. É tempo de dar graças pelos frutos colhidos, e a Deusa é a Senhora de Abundancia cuja colheita nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, assim como refletir sobre nós mesmos, sobre o equilíbrio da escuridão e da luz e se esforçar para manter o equilíbrio interno.

Também é hora de meditar sobre os projetos, a escolha das “sementes” (nossos sonhos) que serão plantadas no próximo ano, além de agradecer pelas realizações do ano que passou. Agora, entretanto, temos de deixar que coisas não mais significativas possam ir embora de nossa vida, pois isso é o que nos oculta e impede de alcançar aquilo que queremos, e observar que cada coisa tem seu tempo e sua estação e o Inverno se aproxima.

Esse Sabbat é tido como o tempo de equilíbrio, gratidão e agradecimento, porque também é a segunda e maior colheita do ano.

Mabon marca o começo do Outono e a morte do Deus que está por vir. A partir de Mabon, o Deus Sol começa a diminuir diariamente. Ele está envelhecendo e morrendo lentamente, como as plantas colhidas da Terra. Ele doou todo o seu poder aos seres humanos através das colheitas. Os sacrifícios de Lammas tiveram êxito e a generosidade veio. As plantas estão começando a morrer e a lançar suas folhas ao chão. Os animais estão preparando seu hábitats para o frio esperado.

O tema de colheita de Mabon não pode ser negado. Pelas bênçãos que recebemos é natural usar esse tempo de ano para mostrar nossa gratidão. Um banquete de abudância em honra ao Deus é tradicional. A mesa é coberta com legumes, carnes deliciosas e aves, tortas e bolos e outras delícias.

Com um gesto ritual, é tradicional a passagem do Cálice da Gratidão nesse banquete. Um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante da mesa. Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos. Quando tiverem agradecido por todas as bênçãos, eles bebem e passam o Cálice adiante. Isso continua até a Taça esvaziar, bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo.

Considerando que esse é um dos dois dias de equilíbrio no ano, juntamente com Ostara, é tradicional limpar a casa. É nesse momento que você começa a obstruir toda desordem ao redor de seu lar. As portas da casa são abençoadas para protegerem aqueles que vivem dentro dela. Magicamente falando, esse é um bom tempo para executar sortilégios ao redor da idéia de balanceamento da vida, de remover as culpas e substituir por carinho e aceitação.


Correspondência de Mabon

Cores: marrom, verde, amarelo, vermelho.

Nome alternativos: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita.

Deuses: do vinho e colheita.

Ervas: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, frankincenso, rosa, agridoce, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã.

Pedras: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina.



Atividades:



• Fazer uma cornucópia da prosperidade.

• Fazer bonecas mágicas de maçã.

• Andar pelos campos para agradecer a generosidade da Deusa.

• Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como sinal de agradecimento.

• Fazer vassouras mágicas.

• Fazer amuletos.

• Confeccionar uma Rainha da colheita (kern baby).

• Encher uma tigela com frutas e folhas e oferecer aos Deuses.

• Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo, bolotas e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte.

• Colocar espigas de milho na sua porta de entrada.



Comidas e Bebidas Sagradas: abóboras, todos os tipos de grãos, pães, bolos, todos os tipos de raízes, batatas, nozes, sidra com canela, vinho.



Bonecas Mágicas

As maçãs são sagrados símbolos da Bruxaria. Nossa terra santa, Avalon, significa Terra da maçã ou Ilha das maçãs. Fatie uma maçã ao meio e verá que suas sementes revelam a forma sagrada do Pentagrama, o símbolo da Bruxaria.

Para fazer as bonecas mágicas você vai precisar de:

• Duas maçãs grandes, uma para Mabon e uma para Modron;

• Dois lápis;

• Dois palitos de churrasco;

• Uma faca;

• Um prato.


Descasque as maçãs. Talhe uma face em cada uma das maçãs. Finque as maçãs nos palitos de churrasco e deixe-as em pé para secarem em algum lugar seguro.

Faça então bonecas com elas usando trigo e ervas secas para os cabelos. Vista-as com batas feitas de pano. Enquanto faz as bonecas, peça à Deusa que elas sejam carregadas com luz e poder.

Na sua celebração de Mabon, consagre-as em seu ritual, pedindo que elas possam servir de protetoras para o seu lar e que tragam sorte para você e sua família.

Pendure-as numa corda ou grinalda de Mabon e coloque-as em algum lugar proeminente em sua casa.



Fazendo uma Rainha da Colheita (kern baby)


A Rainha da Colheita, ou Kern Baby, era feita do último feixe da colheita e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!”

Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita” e era cortada pela garota mais jovem da aldeia.

Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon.

Para isso você vai precisar de:


• Ramos de trigo;

• Fitas multicoloridas;

• Um pedaço de pano branco;

• Um bastão;

• Barbante;

Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco. Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas, amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz. Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem.

Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe. Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera, o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos seis meses vindouros.

Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade.

Então, na sua cerimônia de Mabon, coloque-a sobre o seu Altar, pedindo que ela se torne um símbolo de abundância e fartura.

Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa.



Bebida Mágica de Mabon

A bebida mágica de Mabon consiste de:

• Sidra de maçã quente;

• Canela;

• Pequenas rodelas de maçã.

Essa bebida sagrada tem um significado profundo. A maçã rege o coração, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor. Mas quando misturada com canela, que é governada pelo Sol, representa a essência solar e, ao ingerirmos esta bebida, é como se estivéssemos ingerindo a própria luz do Sol.


Ritual de Mabon


Material necessário:

• Grãos de todos os tipos;

• Caldeirão;

• Folhas secas;

• 13 fitas de cores diferentes;

• um galho de madeira;

• três velas marrons;

• cálice com vinho.


Procedimento: Faça um triângulo com o vértice para cima usando as velas marrons e coloque o seu Caldeirão no meio dele. Trace o Círculo e diga:


A Roda do Ano mais uma vez gira.

Este é o Sabbat da Segunda colheita.

A Senhora da Abundância e o Deus da fatura abençoam o mundo com os seus grãos.

Abençoada seja a Fartura da Terra!


Acenda as velas. Pegue as fitas e amarre-as em uma das extremidades do galho. A cada fita amarrada, faça um desejo. Quando tiver amarrado todas as fitas, eleve o galho dizendo:

Hoje, luz e escuridão são iguais.


A partir de agora o Deus retornará ao ventre da Mãe.

Esta é a Dança eterna da vida e da morte.

Que a Roda gire mais uma vez e que a Senhora e o Senhor abençoem o mundo.


Coloque o galho no Caldeirão. Espalhe os grãos e folhas pelo seu altar enquanto diz:



Pedimos que a Deusa e o Deus cuidem da Terra com sabedoria e bondade para que as colheitas prossigam com pão e vida para todos.

Damos graças aos Deuses pela abundância.

Que a Deusa nos guie pelos dias escuros, até que a Criança da Promessa renasça para trazer alegria e felicidade.


Eleve o cálice e diga:

Bebo este vinho em homenagem à Senhora da Abundância e ao Deus da Colheita que segue cada vez mais rápido ao País do Verão. Abençoados sejam!


Cante e dance em homenagem aos Deuses.
Destrace o Círculo.



Fonte:
http://planeta.terra.com.br/arte/wicca/mabom.htm


Mabom


É o segundo dos três Sabbats da colheita. A Deusa está agora fortemente impregnada pela energia do Sol, que a cada dia parte mais rápido para o País do Verão. Conforme o poder dele diminui, a Deusa lamenta sua partida, mas Ela sabe que o poder do Deus retornará à Terra em Yule. A Deusa e o Deus são honrados através de novas oferendas da segunda colheita. É o momento de agradecer pelas abundantes colheitas e o maravilhoso ano de aprendizado e lições oferecidas.
Nesse momento dia e noite são iguais. É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat, e contemplação da colheita.
Nesse Sabbat a Deusa lamenta o seu consorte que está partindo para Outro Mundo, mas a mensagem de renascimento pode ser encontrada em cada semente colhida, que é o próprio Deus que se sacrifica para alimentar seu povo. É um tempo positivo para caminhar nas florestas, colher plantas e ervas mágicas para serem usadas no Altar. Pão de milho e cidra são bons elementos para fazer parte dos rituais e folhas de outono são ótima decoração para o Altar.
Os Druidas honravam o salgueiro nesse Sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte, e cortavam seus bastões do salgueiro somente após Mabon. Entrando em seu aspecto de Anciã; entretanto, seu aspecto de Virgem esstá impregnado nas sementes do Deus.
Muitas festas que celebram a colheita ocorrem em países rurais; o Dia da Ação de Graças é um deles. As plantas, árvores, flores e ervas que estão associadas com mabon são a aveleira, o milho, o álamo, bolotas, galhos de carvalho, folhas de outono, ramos de trigo, cones de cipreste, cones de pinheiro.
Mabon é um período positivo para honrar os Ancestrais e o Espírito da Terra. Os Deuses associados com Mabon são todos aqueles relacionados ao vinho e às colheitas. É dada muita ênfase à Deusa em seu aspecto de Mãe e muitas vezes Modron (a mãe de Mabon) é honrada.
Nesse período da Roda do Ano, duas lendas mitológicas são apropriadas: Mabon e Modron (celta) e a história de Perséfone (grega). Mabom é um antigo Deus celta que simboliza os princípios masculinos da fertilidade. É o nome galês do Deus da mocidade, a Divina Criança, que os Druidas acreditavam estar dentro de todos nós. Ele é uma criança do Outro Mundo, nascida de pais terrestres, que desapareceu em sua terceira noite de vida. Mabon ap Modron significa “Filho da Grande Mãe”. No Equinócio de Outono, marca-se o tempo de sua mudança. Nesse momento Magons desaparece, com apenas três noites de nascimento. Ele vai morar novamente no mundo mágico de Modron, o seu ventre. Esse é um lugar nutridor e encantado, mas ao mesmo tempo de desafios. É um lugar de poder e renovação para que Mabon possa nascer através de sua mãe como campeão, o filho da Luz. Esse Sabbat simboliza a luz de Mabon entrando na Terra (ventre da Deusa), recarregando-se para tornar-se uma nova semente. Seu desaparecimento é um mistério, mas Mabon é eventualmente resgatado, no Solstício de Inverno, graças ao conhecimento de alguns animais: o pássaro negro, o veado, a coruja, o bisão e o salmão.
Essa é a essência do Sabbat Mabon: o rejuvenescimento para uma colheita farta, agradecendo aos Deuses pelas dádivas concedidas durante o ano e o conhecimento da necessidade do balanceamento entre a luz e as sombras.
O Equinócio de Outono é o momento em que dia e noite têm igual duração; logo depois dele a escuridão dominará com a chegada do Inverno. Enquanto o Equinócio de Primavera, outro momento de equilíbrio na Roda, representa iniciação e preparação para ação, o Equinócio de Outono é tempo de parada do trabalho. A colheita foi bem-sucedida, mas o Sol ainda está conosco.
Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna, para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno sempre é seguido pelo Verão. A Deusa está grávida do Deus que nascerá em Yule, a noite mais longa. Ela se prepara para dizer adeus ao Deus velho, mas sabe que a semente do Deus novo já está dentro dela, em seu ventre.
Os temas desse Sabbat são equilíbrio e ação de graças. É tempo de dar graças pelos frutos colhidos, e a Deusa é a Senhora de Abundancia cuja colheita nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, assim como refletir sobre nós mesmos, sobre o equilíbrio da escuridão e da luz e se esforçar para manter o equilíbrio interno.
Também é hora de meditar sobre os projetos, a escolha das “sementes” (nossos sonhos) que serão plantadas no próximo ano, além de agradecer pelas realizações do ano que passou. Agora, entretanto, temos de deixar que coisas não mais significativas possam ir embora de nossa vida, pois isso é o que nos oculta e impede de alcançar aquilo que queremos, e observar que cada coisa tem seu tempo e sua estação e o Inverno se aproxima.
Esse Sabbat é tido como o tempo de equilíbrio, gratidão e agradecimento, porque também é a segunda e maior colheita do ano.
Mabon marca o começo do Outono e a morte do Deus que está por vir. A partir de Mabon, o Deus Sol começa a diminuir diariamente. Ele está envelhecendo e morrendo lentamente, como as plantas colhidas da Terra. Ele doou todo o seu poder aos seres humanos através das colheitas. Os sacrifícios de Lammas tiveram êxito e a generosidade veio. As plantas estão começando a morrer e a lançar suas folhas ao chão. Os animais estão preparando seu hábitats para o frio esperado.
O tema de colheita de Mabon não pode ser negado. Pelas bênçãos que recebemos é natural usar esse tempo de ano para mostrar nossa gratidão. Um banquete de abudância em honra ao Deus é tradicional. A mesa é coberta com legumes, carnes deliciosas e aves, tortas e bolos e outras delícias. Com um gesto ritual, é tradicional a passagem do Cálice da Gratidão nesse banquete. Um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante da mesa. Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos. Quando tiverem agradecido por todas as bênçãos, eles bebem e passam o Cálice adiante. Isso continua até a Taça esvaziar, bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo. Considerando que esse é um dos dois dias de equilíbrio no ano, juntamente com Ostara, é tradicional limpar a casa. É nesse momento que você começa a obstruir toda desordem ao redor de seu lar. As portas da casa são abençoadas para protegerem aqueles que vivem dentro dela. Magicamente falando, esse é um bom tempo para executar sortilégios ao redor da idéia de balanceamento da vida, de remover as culpas e substituir por carinho e aceitação.

Correspondência de Mabon
CORES: marrom, verde, amarelo, vermelho. NOMES ALTERNATIVOS: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita. DEUSES: do vinho e colheita. ERVAS: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, frankincenso, rosa, agridoce, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã. PEDRAS: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina.
Atividades
*Fazer uma cornucópia da prosperidade. *Fazer bonecas mágicas de maçã. *Andar pelos campos para agradecer a generosidade da Deusa. *Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como sinal de agradecimento. *Fazer vassouras mágicas. *Fazer amuletos. *Confeccionar uma Rainha da colheita (kern baby). *Encher uma tigela com frutas e folhas e oferecer aos Deuses. *Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo, bolotas e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte. *Colocar espigas de milho na sua porta de entrada. *Comidas e Bebidas Sagradas: abóboras, todos os tipos de grãos, pães, bolos, todos os tipos de raízes, batatas, nozes, sidra com canela, vinho.
Bonecas Mágicas
As maçãs são sagrados símbolos da Bruxaria. Nossa terra santa, Avalon, significa Terra da maçã ou Ilha das maçãs. Fatie uma maçã ao meio e verá que suas sementes revelam a forma sagrada do Pentagrama, o símbolo da Bruxaria.
Para fazer as bonecas mágicas você vai precisar de:
*Duas maçãs grandes, uma para Mabon e uma para Modron; *Dois lápis; *Dois palitos de churrasco; *Uma faca; *Um prato.
Descasque as maçãs. Talhe uma face em cada uma das maçãs. Finque as maçãs nos palitos de churrasco e deixe-as em pé para secarem em algum lugar seguro. Faça então bonecas com elas usando trigo e ervas secas para os cabelos. Vista-as com batas feitas de pano. Enquanto faz as bonecas, peça à Deusa que elas sejam carregadas com luz e poder. Na sua celebração de Mabon, consagre-as em seu ritual, pedindo que elas possam servir de protetoras para o seu lar e que tragam sorte para você e sua família. Pendure-as numa corda ou grinalda de Mabon e coloque-as em algum lugar proeminente em sua casa.
Fazendo uma Rainha da Colheita (kern baby)
A Rainha da Colheita, ou Kern Baby, era feita do último feixe da colheita e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!”
Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita” e era cortada pela garota mais jovem da aldeia.
Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon.
Para isso você vai precisar de:
*Ramos de trigo; *Fitas multicoloridas; *Um pedaço de pano branco; *Um bastão; *Barbante;
Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco. Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas, amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz. Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem. Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe. Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera, o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos seis meses vindouros. Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade. Então, na sua cerimônia de Mabon, coloque-a sobre o seu Altar, pedindo que ela se torne um símbolo de abundância e fartura.
Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa.

Cornucópia da Abundância
O Chifre tradicional da Abundância, ou Cornucópia, é um símbolo de generosidade, boa colheita e tem implicações mágicas bem-definidas. O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do Deus. O interior do chifre simboliza o útero, especialmente quando está cheio de generosidade da terra fértil, e representa a Deusa. Como Mabon é a Ação de Graças das Bruxas, é muito apropriado utilizar esse símbolo para nossos altares ou mesas.
Faça ou compre uma cornucópia. Encha o chifre de frutas, flores, grãos e moedas, de forma que eles sejam derramados sobre o Altar. Some outras coisas mágicas, como folhas de carvalhos ou bolotas, avelãs ou cartas de Tarô.

Bebida Mágica de Mabon
A bebida mágica de Mabon consiste de:
*Sidra de maçã quente; *Canela; *Pequenas rodelas de maçã.
Essa bebida sagrada tem um significado profundo. A maçã rege o coração, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor. Mas quando misturada com canela, que é governada pelo Sol, representa a essência solar e, ao ingerirmos esta bebida, é como se estivéssemos ingerindo a própria luz do Sol.
Ritual de Mabon
Material necessário:
*Grãos de todos os tipos; *Caldeirão; *Folhas secas; *13 fitas de cores diferentes; *um galho de madeira; *três velas marrons; *cálice com vinho.
Procedimento
Faça um triângulo com o vértice para cima usando as velas marrons e coloque o seu Caldeirão no meio dele.Trace o Círculo e diga:
"A Roda do Ano mais uma vez gira. Este é o Sabbat da Segunda colheita. A Senhora da Abundância e o Deus da fatura abençoam o mundo com os seus grãos. Abençoada seja a Fartura da Terra!"
Acenda as velas. Pegue as fitas e amarre-as em uma das extremidades do galho. A cada fita amarrada, faça um desejo. Quando tiver amarrado todas as fitas, eleve o galho dizendo:
"Hoje, luz e escuridão são iguais. A partir de agora o Deus retornará ao ventre da Mãe. Esta é a Dança eterna da vida e da morte. Que a Roda gire mais uma vez e que a Senhora e o Senhor abençoem o mundo."
Coloque o galho no Caldeirão. Espalhe os grãos e folhas pelo seu altar enquanto diz:
"Pedimos que a Deusa e o Deus cuidem da Terra com sabedoria e bondade para que as colheitas prossigam com pão e vida para todos. Damos graças aos Deuses pela abundância. Que a Deusa nos guie pelos dias escuros, até que a Criança da Promessa renasça para trazer alegria e felicidade."
Eleve o cálice e diga:
"Bebo este vinho em homenagem à Senhora da Abundância e ao Deus da Colheita que segue cada vez mais rápido ao País do Verão. Abençoados sejam!"
Cante e dance em homenagem aos Deuses. Destrace o Círculo

mabom ...


Atividades
*Fazer uma cornucópia da prosperidade. *Fazer bonecas mágicas de maçã. *Andar pelos campos para agradecer a generosidade da Deusa. *Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como sinal de agradecimento. *Fazer vassouras mágicas. *Fazer amuletos. *Confeccionar uma Rainha da colheita (kern baby). *Encher uma tigela com frutas e folhas e oferecer aos Deuses. *Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo, bolotas e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte. *Colocar espigas de milho na sua porta de entrada. *Comidas e Bebidas Sagradas: abóboras, todos os tipos de grãos, pães, bolos, todos os tipos de raízes, batatas, nozes, sidra com canela, vinho.
Bonecas Mágicas
As maçãs são sagrados símbolos da Bruxaria. Nossa terra santa, Avalon, significa Terra da maçã ou Ilha das maçãs. Fatie uma maçã ao meio e verá que suas sementes revelam a forma sagrada do Pentagrama, o símbolo da Bruxaria.
Para fazer as bonecas mágicas você vai precisar de:
*Duas maçãs grandes, uma para Mabon e uma para Modron; *Dois lápis; *Dois palitos de churrasco; *Uma faca; *Um prato.
Descasque as maçãs. Talhe uma face em cada uma das maçãs. Finque as maçãs nos palitos de churrasco e deixe-as em pé para secarem em algum lugar seguro. Faça então bonecas com elas usando trigo e ervas secas para os cabelos. Vista-as com batas feitas de pano. Enquanto faz as bonecas, peça à Deusa que elas sejam carregadas com luz e poder. Na sua celebração de Mabon, consagre-as em seu ritual, pedindo que elas possam servir de protetoras para o seu lar e que tragam sorte para você e sua família. Pendure-as numa corda ou grinalda de Mabon e coloque-as em algum lugar proeminente em sua casa.
Fazendo uma Rainha da Colheita (kern baby)
A Rainha da Colheita, ou Kern Baby, era feita do último feixe da colheita e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!”
Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita” e era cortada pela garota mais jovem da aldeia.
Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon.
Para isso você vai precisar de:
*Ramos de trigo; *Fitas multicoloridas; *Um pedaço de pano branco; *Um bastão; *Barbante;
Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco. Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas, amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz. Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem. Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe. Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera, o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos seis meses vindouros. Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade. Então, na sua cerimônia de Mabon, coloque-a sobre o seu Altar, pedindo que ela se torne um símbolo de abundância e fartura.
Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa.

Cornucópia da Abundância
O Chifre tradicional da Abundância, ou Cornucópia, é um símbolo de generosidade, boa colheita e tem implicações mágicas bem-definidas. O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do Deus. O interior do chifre simboliza o útero, especialmente quando está cheio de generosidade da terra fértil, e representa a Deusa. Como Mabon é a Ação de Graças das Bruxas, é muito apropriado utilizar esse símbolo para nossos altares ou mesas.
Faça ou compre uma cornucópia. Encha o chifre de frutas, flores, grãos e moedas, de forma que eles sejam derramados sobre o Altar. Some outras coisas mágicas, como folhas de carvalhos ou bolotas, avelãs ou cartas de Tarô.

Bebida Mágica de Mabon
A bebida mágica de Mabon consiste de:
*Sidra de maçã quente; *Canela; *Pequenas rodelas de maçã.
Essa bebida sagrada tem um significado profundo. A maçã rege o coração, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor. Mas quando misturada com canela, que é governada pelo Sol, representa a essência solar e, ao ingerirmos esta bebida, é como se estivéssemos ingerindo a própria luz do Sol.
Ritual de Mabon
Material necessário:
*Grãos de todos os tipos; *Caldeirão; *Folhas secas; *13 fitas de cores diferentes; *um galho de madeira; *três velas marrons; *cálice com vinho.
Procedimento
Faça um triângulo com o vértice para cima usando as velas marrons e coloque o seu Caldeirão no meio dele.Trace o Círculo e diga:
"A Roda do Ano mais uma vez gira. Este é o Sabbat da Segunda colheita. A Senhora da Abundância e o Deus da fatura abençoam o mundo com os seus grãos. Abençoada seja a Fartura da Terra!"
Acenda as velas. Pegue as fitas e amarre-as em uma das extremidades do galho. A cada fita amarrada, faça um desejo. Quando tiver amarrado todas as fitas, eleve o galho dizendo:
"Hoje, luz e escuridão são iguais. A partir de agora o Deus retornará ao ventre da Mãe. Esta é a Dança eterna da vida e da morte. Que a Roda gire mais uma vez e que a Senhora e o Senhor abençoem o mundo."
Coloque o galho no Caldeirão. Espalhe os grãos e folhas pelo seu altar enquanto diz:
"Pedimos que a Deusa e o Deus cuidem da Terra com sabedoria e bondade para que as colheitas prossigam com pão e vida para todos. Damos graças aos Deuses pela abundância. Que a Deusa nos guie pelos dias escuros, até que a Criança da Promessa renasça para trazer alegria e felicidade."
Eleve o cálice e diga:
"Bebo este vinho em homenagem à Senhora da Abundância e ao Deus da Colheita que segue cada vez mais rápido ao País do Verão. Abençoados sejam!"
Cante e dance em homenagem aos Deuses. Destrace o Círculo


Mabom
É o segundo dos três Sabbats da colheita. A Deusa está agora fortemente impregnada
pela energia do Sol, que a cada dia parte mais rápido para o País do Verão.
Conforme o poder dele diminui, a Deusa lamenta sua partida, mas Ela sabe que o poder
do Deus retornará à Terra em Yule. A Deusa e o Deus são honrados através de novas
oferendas da segunda colheita. É o momento de agradecer pelas abundantes colheitas e
o maravilhoso ano de aprendizado e lições oferecidas.
Nesse momento dia e noite são iguais. É um tempo de equilíbrio e balanço,
mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre,
um dos símbolos desse Sabbat, e contemplação da colheita.
Nesse Sabbat a Deusa lamenta o seu consorte que está partindo para Outro Mundo,
mas a mensagem de renascimento pode ser encontrada em cada semente colhida,
que é o próprio Deus que se sacrifica para alimentar seu povo. É um tempo positivo
para caminhar nas florestas, colher plantas e ervas mágicas para serem usadas no Altar.
Pão de milho e cidra são bons elementos para fazer parte dos rituais e folhas de outono
são ótima decoração para o Altar.
Os Druidas honravam o salgueiro nesse Sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte,
e cortavam seus bastões do salgueiro somente após Mabon. Entrando em seu aspecto de Anciã;
entretanto, seu aspecto de Virgem esstá impregnado nas sementes do Deus.
Muitas festas que celebram a colheita ocorrem em países rurais; o Dia da Ação de Graças
é um deles. As plantas, árvores, flores e ervas que estão associadas com mabon são
a aveleira, o milho, o álamo, bolotas, galhos de carvalho, folhas de outono,
ramos de trigo, cones de cipreste, cones de pinheiro.
Mabon é um período positivo para honrar os Ancestrais e o Espírito da Terra.
Os Deuses associados com Mabon são todos aqueles relacionados ao vinho e às colheitas.
É dada muita ênfase à Deusa em seu aspecto de Mãe e muitas vezes Modron (a mãe de Mabon)
é honrada.
Nesse período da Roda do Ano, duas lendas mitológicas são apropriadas:
Mabon e Modron (celta) e a história de Perséfone (grega).
Mabom é um antigo Deus celta que simboliza os princípios masculinos da fertilidade.
É o nome galês do Deus da mocidade, a Divina Criança, que os Druidas acreditavam estar
dentro de todos nós. Ele é uma criança do Outro Mundo, nascida de pais terrestres,
que desapareceu em sua terceira noite de vida.
Mabon ap Modron significa “Filho da Grande Mãe”. No Equinócio de Outono,
marca-se o tempo de sua mudança. Nesse momento Magons desaparece, com apenas três noites
de nascimento. Ele vai morar novamente no mundo mágico de Modron, o seu ventre.
Esse é um lugar nutridor e encantado, mas ao mesmo tempo de desafios. É um lugar
de poder e renovação para que Mabon possa nascer através de sua mãe como campeão,
o filho da Luz. Esse Sabbat simboliza a luz de Mabon entrando na Terra (ventre da Deusa),
recarregando-se para tornar-se uma nova semente. Seu desaparecimento é um mistério,
mas Mabon é eventualmente resgatado, no Solstício de Inverno, graças ao conhecimento
de alguns animais: o pássaro negro, o veado, a coruja, o bisão e o salmão.
Essa é a essência do Sabbat Mabon: o rejuvenescimento para uma colheita farta,
agradecendo aos Deuses pelas dádivas concedidas durante o ano e o conhecimento
da necessidade do balanceamento entre a luz e as sombras.
O Equinócio de Outono é o momento em que dia e noite têm igual duração;
logo depois dele a escuridão dominará com a chegada do Inverno.
Enquanto o Equinócio de Primavera, outro momento de equilíbrio na Roda,
representa iniciação e preparação para ação, o Equinócio de Outono é tempo
de parada do trabalho. A colheita foi bem-sucedida, mas o Sol ainda está conosco.
Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna,
para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que
a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno
sempre é seguido pelo Verão. A Deusa está grávida do Deus que nascerá em Yule,
a noite mais longa. Ela se prepara para dizer adeus ao Deus velho, mas sabe que
a semente do Deus novo já está dentro dela, em seu ventre.
Os temas desse Sabbat são equilíbrio e ação de graças.
É tempo de dar graças pelos frutos colhidos, e a Deusa é a Senhora de Abundancia
cuja colheita nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, assim como refletir
sobre nós mesmos, sobre o equilíbrio da escuridão e da luz e se esforçar para manter
o equilíbrio interno.
Também é hora de meditar sobre os projetos, a escolha das “sementes”
(nossos sonhos) que serão plantadas no próximo ano, além de agradecer pelas realizações
do ano que passou. Agora, entretanto, temos de deixar que coisas não mais significativas
possam ir embora de nossa vida, pois isso é o que nos oculta e impede de alcançar
aquilo que queremos, e observar que cada coisa tem seu tempo e sua estação e o Inverno
se aproxima.
Esse Sabbat é tido como o tempo de equilíbrio, gratidão e agradecimento,
porque também é a segunda e maior colheita do ano.
Mabon marca o começo do Outono e a morte do Deus que está por vir.
A partir de Mabon, o Deus Sol começa a diminuir diariamente.
Ele está envelhecendo e morrendo lentamente, como as plantas colhidas da Terra.
Ele doou todo o seu poder aos seres humanos através das colheitas.
Os sacrifícios de Lammas tiveram êxito e a generosidade veio.
As plantas estão começando a morrer e a lançar suas folhas ao chão.
Os animais estão preparando seu hábitats para o frio esperado.
O tema de colheita de Mabon não pode ser negado. Pelas bênçãos que recebemos
é natural usar esse tempo de ano para mostrar nossa gratidão.
Um banquete de abudância em honra ao Deus é tradicional.
A mesa é coberta com legumes, carnes deliciosas e aves, tortas e bolos e outras delícias.
Com um gesto ritual, é tradicional a passagem do Cálice da Gratidão nesse banquete.
Um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante da mesa.
Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos.
Quando tiverem agradecido por todas as bênçãos, eles bebem e passam o Cálice adiante.
Isso continua até a Taça esvaziar, bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo.
Considerando que esse é um dos dois dias de equilíbrio no ano, juntamente com Ostara,
é tradicional limpar a casa. É nesse momento que você começa a obstruir toda desordem ao
redor de seu lar. As portas da casa são abençoadas para protegerem aqueles que vivem
dentro dela. Magicamente falando, esse é um bom tempo para executar sortilégios
ao redor da idéia de balanceamento da vida, de remover as culpas e substituir
por carinho e aceitação.
Correspondência de Mabon
CORES: marrom, verde, amarelo, vermelho.
NOMES ALTERNATIVOS: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding,
Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita.
DEUSES: do vinho e colheita.
ERVAS: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão,
camomila, folhas de amêndoa, frankincenso, rosa, agridoce, girassol, trigo,
folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã.
PEDRAS: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato,
aventurina.
Atividades
*Fazer uma cornucópia da prosperidade.
*Fazer bonecas mágicas de maçã.
*Andar pelos campos para agradecer a generosidade da Deusa.
*Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como sinal de agradecimento.
*Fazer vassouras mágicas.
*Fazer amuletos.
*Confeccionar uma Rainha da colheita (kern baby).
*Encher uma tigela com frutas e folhas e oferecer aos Deuses.
*Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo,
bolotas e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte.
*Colocar espigas de milho na sua porta de entrada.
*Comidas e Bebidas Sagradas: abóboras, todos os tipos de grãos, pães, bolos,
todos os tipos de raízes, batatas, nozes, sidra com canela, vinho.
Bonecas Mágicas
As maçãs são sagrados símbolos da Bruxaria.
Nossa terra santa, Avalon, significa Terra da maçã ou Ilha das maçãs.
Fatie uma maçã ao meio e verá que suas sementes revelam a forma sagrada do Pentagrama,
o símbolo da Bruxaria.
Para fazer as bonecas mágicas você vai precisar de:
*Duas maçãs grandes, uma para Mabon e uma para Modron;
*Dois lápis;
*Dois palitos de churrasco;
*Uma faca;
*Um prato.
Descasque as maçãs. Talhe uma face em cada uma das maçãs.
Finque as maçãs nos palitos de churrasco e deixe-as em pé
para secarem em algum lugar seguro.
Faça então bonecas com elas usando trigo e ervas secas para os cabelos.
Vista-as com batas feitas de pano. Enquanto faz as bonecas,
peça à Deusa que elas sejam carregadas com luz e poder.
Na sua celebração de Mabon, consagre-as em seu ritual,
pedindo que elas possam servir de protetoras para o seu lar e que tragam
sorte para você e sua família.
Pendure-as numa corda ou grinalda de Mabon e coloque-as em
algum lugar proeminente em sua casa.
Fazendo uma Rainha da Colheita (kern baby)
A Rainha da Colheita, ou Kern Baby, era feita do último feixe da colheita
e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!”
Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita”
e era cortada pela garota mais jovem da aldeia.
Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon.

Para isso você vai precisar de:
*Ramos de trigo;
*Fitas multicoloridas;
*Um pedaço de pano branco;
*Um bastão;
*Barbante;
Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será
a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco.
Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas,
amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz.
Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem.
Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe.
Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera,
o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos
seis meses vindouros.
Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade.
Então, na sua cerimônia de Mabon, coloque-a sobre o seu Altar, pedindo que ela
se torne um símbolo de abundância e fartura.
Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa.
Cornucópia da Abundância
O Chifre tradicional da Abundância, ou Cornucópia, é um símbolo de generosidade,
boa colheita e tem implicações mágicas bem-definidas. O próprio chifre é um símbolo
fálico, representante do Deus. O interior do chifre simboliza o útero,
especialmente quando está cheio de generosidade da terra fértil, e representa a Deusa.
Como Mabon é a Ação de Graças das Bruxas, é muito apropriado utilizar esse símbolo
para nossos altares ou mesas.
Faça ou compre uma cornucópia. Encha o chifre de frutas, flores, grãos e moedas,
de forma que eles sejam derramados sobre o Altar. Some outras coisas mágicas,
como folhas de carvalhos ou bolotas, avelãs ou cartas de Tarô.
Bebida Mágica de Mabon
A bebida mágica de Mabon consiste de:
*Sidra de maçã quente;
*Canela;
*Pequenas rodelas de maçã.
Essa bebida sagrada tem um significado profundo.
A maçã rege o coração, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor.
Mas quando misturada com canela, que é governada pelo Sol, representa a essência
solar e, ao ingerirmos esta bebida, é como se estivéssemos ingerindo
a própria luz do Sol.
Ritual de Mabon
Material necessário:
*Grãos de todos os tipos;
*Caldeirão;
*Folhas secas;
*13 fitas de cores diferentes;
*um galho de madeira;
*três velas marrons;
*cálice com vinho.
Procedimento
Faça um triângulo com o vértice para cima usando as velas
marrons e coloque o seu Caldeirão no meio dele.

Trace o Círculo e diga:
"A Roda do Ano mais uma vez gira.
Este é o Sabbat da Segunda colheita.
A Senhora da Abundância e o Deus da fatura abençoam o mundo com os seus grãos.
Abençoada seja a Fartura da Terra!"
Acenda as velas. Pegue as fitas e amarre-as em uma das extremidades do galho.
A cada fita amarrada, faça um desejo. Quando tiver amarrado todas as fitas,
eleve o galho dizendo:
"Hoje, luz e escuridão são iguais.
A partir de agora o Deus retornará ao ventre da Mãe.
Esta é a Dança eterna da vida e da morte.
Que a Roda gire mais uma vez e que a Senhora e o Senhor abençoem o mundo."
Coloque o galho no Caldeirão.
Espalhe os grãos e folhas pelo seu altar enquanto diz:
"Pedimos que a Deusa e o Deus cuidem da Terra com sabedoria e
bondade para que as colheitas prossigam com pão e vida para todos.
Damos graças aos Deuses pela abundância.
Que a Deusa nos guie pelos dias escuros, até que a Criança da
Promessa renasça para trazer alegria e felicidade."
Eleve o cálice e diga:
"Bebo este vinho em homenagem à Senhora da Abundância e ao
Deus da Colheita que segue cada vez mais rápido ao País do Verão.
Abençoados sejam!"
Cante e dance em homenagem aos Deuses.
Destrace o Círculo

É o segundo dos festivais da colheita, recebeu esse nome do Deus galês Mabon e representa o tempo de colheita dos frutos,preparação para o Inverno e a tristeza pelo fim do verão.
A colheita dos frutos de maior durabilidade para serem guardados para o periodo do inverno, cereais e frutas para serem feitas conservas,é preciso pensar em dias que nada brotará do chão, somente teremos aquilo que guardamos. Mabom é oposto de Ostara marca o fim da vegetaçãoe a diminuição da Luz Solar. O final da colheita de Arroz. Uma das mais antigas e conhecidas celebrações era a dos Mistérios Eleusínios. Durando nove dias e estando centrada no culto às Deusas Deméter e Perséfone , a comemoração dos Mistérios revivia a interligação da Morte com a Vida. Apesar dos Rituais terem sempre sido mantido em segredo, sabe-se que a finalidade era de expansão da conciência, mudando a nossa percepção e compreenção dos Mistérios da Vida e da Morte e o auto-conhecimento indo além dos medos e limitações.
Como o Sabat onde guardamos o que colhemos para o Inverno é o momento de saber o que continuaremos a levar em nossa "mala" conciência, alma e coração. Além do sentido de conservação dos frutos colhidos para a sobrevivencia , é o Sabat de agradecimento foi desse Dia que nasceu a tradição Americana do Dia de ação de Graças.
Os ancestrais também eram revereenciados, se levava aos túmulos pães, cereais, batatas assadas, uvas e nozes, sidra feita das maçãs recém colhidas. Os povos nódicos usavam fazer jejum no dia anterior ao Mabon, orando para serem perdoados por seus erros.Depois despejam o Vinho ou a Sidra no chão, em homenagem a Mãe Terra e os Ancestrais.
O Deus e a Deusa estão em sua fase anciã, mas mantem em seu intimo a semente Jovem, a Deusa logo nos trará seu Filho no Yule.
Agora é hora de reverenciarmos a decida do Deus ao submundo, olharmos nosso intimo e prepararmos nossos corações ao período de recolhimento, introspecção e reavaliação pessoal.
As Deusas reverenciadas nesse Sabat são Ariadne, Baubo, Ceres/ Deméter, Fortuna, freya, Gula, Ísis, Peréfone.
Os elementos a serem usados no nosso Ritual simbolizam o Outono, suas cores, as oferendas de gratidão, nesse Sabat não se pede nada, só se agradece,prepara-se cestas de vime repleta de frutas, guirlandas de folhagens,sementes e espigas (secas) enfeitadas de fitas, cabaças e cumbucas com ceriais e cachos de uvas. O Altar é enfeitado com folhas, galhos ou imagens de Árvores sagradas como carvalho, freixo, álamo bordo ou teixo e com flores de maracujá, calêndulas, crisântemo, margaridas, pinhas e sementes. As Velas em tons de amarelo, laranja, vinho e marrom, reproduzem as cores de folhas mortas e vegetação que aos poucos perdem suas forças, os incensos e essências são de sãlvia,pinheiro, lavanda, madressilva ou beijoin. Comemoramos com nozes, maçãs,uvas,batatas e cenouras, pães variados, queijos, sidra e vinho.
O Círculo se fecha, mas não se quebra, que assim seja e assim será para o Bem de todos!
Estou hoje aqui para falar sobre o Equinócio de Outono, o proximo sabbat da roda do ano (isto é,para quem gira a roda norte) Contudo sou suspeita pra falar sobre este sabbat, simplesmente por que A-D-O-R-O Mabom.

mabon



É o segundo dos três Sabbats da colheita. A Deusa está agora fortemente impregnada pela energia do Sol, que a cada dia parte mais rápido para o País do Verão. Conforme o poder dele diminui, a Deusa lamenta sua partida, mas Ela sabe que o poder do Deus retornará à Terra em Yule. A Deusa e o Deus são honrados através de novas oferendas da segunda colheita. É o momento de agradecer pelas abundantes colheitas e o maravilhoso ano de aprendizado e lições oferecidas.
Nesse momento dia e noite são iguais. É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat, e contemplação da colheita.
Nesse Sabbat a Deusa lamenta o seu consorte que está partindo para Outro Mundo, mas a mensagem de renascimento pode ser encontrada em cada semente colhida, que é o próprio Deus que se sacrifica para alimentar seu povo. É um tempo positivo para caminhar nas florestas, colher plantas e ervas mágicas para serem usadas no Altar. Pão de milho e cidra são bons elementos para fazer parte dos rituais e folhas de outono são ótima decoração para o Altar.
Os Druidas honravam o salgueiro nesse Sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte, e cortavam seus bastões do salgueiro somente após Mabon. Entrando em seu aspecto de Anciã; entretanto, seu aspecto de Virgem esstá impregnado nas sementes do Deus.
Muitas festas que celebram a colheita ocorrem em países rurais; o Dia da Ação de Graças é um deles. As plantas, árvores, flores e ervas que estão associadas com mabon são a aveleira, o milho, o álamo, bolotas, galhos de carvalho, folhas de outono, ramos de trigo, cones de cipreste, cones de pinheiro.
Mabon é um período positivo para honrar os Ancestrais e o Espírito da Terra. Os Deuses associados com Mabon são todos aqueles relacionados ao vinho e às colheitas. É dada muita ênfase à Deusa em seu aspecto de Mãe e muitas vezes Modron (a mãe de Mabon) é honrada.
Nesse período da Roda do Ano, duas lendas mitológicas são apropriadas: Mabon e Modron (celta) e a história de Perséfone (grega). Mabom é um antigo Deus celta que simboliza os princípios masculinos da fertilidade. É o nome galês do Deus da mocidade, a Divina Criança, que os Druidas acreditavam estar dentro de todos nós. Ele é uma criança do Outro Mundo, nascida de pais terrestres, que desapareceu em sua terceira noite de vida. Mabon ap Modron significa “Filho da Grande Mãe”. No Equinócio de Outono, marca-se o tempo de sua mudança. Nesse momento Magons desaparece, com apenas três noites de nascimento. Ele vai morar novamente no mundo mágico de Modron, o seu ventre. Esse é um lugar nutridor e encantado, mas ao mesmo tempo de desafios. É um lugar de poder e renovação para que Mabon possa nascer através de sua mãe como campeão, o filho da Luz. Esse Sabbat simboliza a luz de Mabon entrando na Terra (ventre da Deusa), recarregando-se para tornar-se uma nova semente. Seu desaparecimento é um mistério, mas Mabon é eventualmente resgatado, no Solstício de Inverno, graças ao conhecimento de alguns animais: o pássaro negro, o veado, a coruja, o bisão e o salmão.
Essa é a essência do Sabbat Mabon: o rejuvenescimento para uma colheita farta, agradecendo aos Deuses pelas dádivas concedidas durante o ano e o conhecimento da necessidade do balanceamento entre a luz e as sombras.
O Equinócio de Outono é o momento em que dia e noite têm igual duração; logo depois dele a escuridão dominará com a chegada do Inverno. Enquanto o Equinócio de Primavera, outro momento de equilíbrio na Roda, representa iniciação e preparação para ação, o Equinócio de Outono é tempo de parada do trabalho. A colheita foi bem-sucedida, mas o Sol ainda está conosco.
Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna, para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno sempre é seguido pelo Verão. A Deusa está grávida do Deus que nascerá em Yule, a noite mais longa. Ela se prepara para dizer adeus ao Deus velho, mas sabe que a semente do Deus novo já está dentro dela, em seu ventre.
Os temas desse Sabbat são equilíbrio e ação de graças. É tempo de dar graças pelos frutos colhidos, e a Deusa é a Senhora de Abundancia cuja colheita nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, assim como refletir sobre nós mesmos, sobre o equilíbrio da escuridão e da luz e se esforçar para manter o equilíbrio interno.
Também é hora de meditar sobre os projetos, a escolha das “sementes” (nossos sonhos) que serão plantadas no próximo ano, além de agradecer pelas realizações do ano que passou. Agora, entretanto, temos de deixar que coisas não mais significativas possam ir embora de nossa vida, pois isso é o que nos oculta e impede de alcançar aquilo que queremos, e observar que cada coisa tem seu tempo e sua estação e o Inverno se aproxima.
Esse Sabbat é tido como o tempo de equilíbrio, gratidão e agradecimento, porque também é a segunda e maior colheita do ano.
Mabon marca o começo do Outono e a morte do Deus que está por vir. A partir de Mabon, o Deus Sol começa a diminuir diariamente. Ele está envelhecendo e morrendo lentamente, como as plantas colhidas da Terra. Ele doou todo o seu poder aos seres humanos através das colheitas. Os sacrifícios de Lammas tiveram êxito e a generosidade veio. As plantas estão começando a morrer e a lançar suas folhas ao chão. Os animais estão preparando seu hábitats para o frio esperado.
O tema de colheita de Mabon não pode ser negado. Pelas bênçãos que recebemos é natural usar esse tempo de ano para mostrar nossa gratidão. Um banquete de abudância em honra ao Deus é tradicional. A mesa é coberta com legumes, carnes deliciosas e aves, tortas e bolos e outras delícias. Com um gesto ritual, é tradicional a passagem do Cálice da Gratidão nesse banquete. Um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante da mesa. Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos. Quando tiverem agradecido por todas as bênçãos, eles bebem e passam o Cálice adiante. Isso continua até a Taça esvaziar, bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo. Considerando que esse é um dos dois dias de equilíbrio no ano, juntamente com Ostara, é tradicional limpar a casa. É nesse momento que você começa a obstruir toda desordem ao redor de seu lar. As portas da casa são abençoadas para protegerem aqueles que vivem dentro dela. Magicamente falando, esse é um bom tempo para executar sortilégios ao redor da idéia de balanceamento da vida, de remover as culpas e substituir por carinho e aceitação.

Correspondência de Mabon
CORES: marrom, verde, amarelo, vermelho. NOMES ALTERNATIVOS: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita. DEUSES: do vinho e colheita. ERVAS: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, frankincenso, rosa, agridoce, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã. PEDRAS: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

PRECE NAVAJO DO CAMINHO DA BELEZA




Grande Espírito, que eu caminhe em Beleza.
Que a Beleza esteja sobre mim,
Para que eu possa ser parte da Grande Beleza.
Grande Espírito, que eu caminhe em Beleza.

Que a Beleza esteja na minha frente,
E eu perceba Beleza em todas as coisas.
Grande Espírito, que eu caminhe em Beleza.

Que a Beleza esteja à minha esquerda,
E eu receba a Beleza atrav
és do meu profundo feminino.
Grande Espírito, que eu caminhe em Beleza.

Que a Beleza esteja à minha direita,
E eu doe Beleza através do meu profundo masculino.
Grande Espírito, que eu caminhe em Beleza.

Que a Beleza esteja atrás de mim,
Para que as pegadas que eu deixar
sejam apenas de Beleza.
Grande Espírito, que eu caminhe em Beleza.

Que eu toque meu ser, minha vida,
e a todos com Beleza,
Que eu caminhe por esse
Abençoado Caminho da Beleza.
Grande Espírito, que eu caminhe pela Beleza.

OMITA KOYASIN
PILAMAYAHE